terça-feira, 18 de março de 2008

Notre ami Davide! "Hey, comment s'appelle???"

Incroyable. Cet article a été l’unique devoir d’un cours… Mais j’ai eu beaucoup de plaisir en l’écrire!

Davide Mancaniello, italien, 23 ans, est arrivé à Lyon en janvier pour étudier la communication. Habitant de la résidence universitaire André Alix, il vit avec be­­aucoup d’autres étrangers et peut découvrir plusieurs cultures – notamment la brésilienne, il a déjà appris quelques mots en portugais et demande toujours aux brésiliens de nouvelles expressions.

« Le portugais et l’italien sont très proches, je veux mieux connaitre cette langue », explique Davide, que est presque toujours avec moi et Paulo. Après ce période de convivialité, Davide affirme que ses pensées sur le Brésil n’ont pas changé, «c’est un peuple très proche du italien, tous les brésiliens donnent l’impression que sont très amusants et pas froids », affirme-t-il.

Habitant d’une petite ville proche de Foggia en Italie, Davide étudie à Macerata, ça que implique des habitudes différents des brésiliens. A Foggia, dit Davide, il y a de la neige dans l’hiver, une chose impossible à Sao Paulo, la ville de ses amis brésiliens. Or, les trois ont des vêtements pareils pour sortir à Lyon : un manteau sur une chemisette et jeans.

Pour Davide, il existe une grande différence entre son pays et le Brésil : les villes brésiliennes sont plus grandes et que le peuple italien est moins attaché aux coutumes locales. Il explique que les jeunes en Italie se sentent obligés d’avoir tous les technologies et les produits de la mode. « Au Brésil je pense que les gens sont plus simples ». C’est pas vrai. Les imbéciles sont partout.

Quand on parle du Brésil à Davide, il est très clair: « la première chose à laquelle je pense est le football et les footballeurs ». Ensuite, il pense au carnaval, les «filles très jolies», et une plate typique qu’il a déjà essayée mais ne se rappelle pas du nom.

Maintenant, il veut essayer la « feijoada », mais nous, les brésiliens, avons déjà dit qu’en France ce n’est pas possible de faire de la cuisine brésilienne, parce qu’il nous manque des ingrédients. Il faut d’aller au Brésil.

Photo pris par Emilie-Anne, la fille laquelle pense pouvoir nous photographier quand veut et nous publier sur ses sites sans nous demander, mais pense aussi qu'on ne peut pas prendre ses photos et publier dans nos sites pour montrer nous mêmes à nos amis chez nous sans lui demander.

Férias demais... Merda!

Restam-me três ou quatro semanas de aula. Melhor, quatro ou cinco, porque nesse meio tempo haverá uma semana de férias em Abril. “#%%µ@`&èç!!!”, digo eu, “gastei um *!%¨¤£ de dinheiro pra vir aqui e isso que se passa!!!”.

As aulas na Universidade Lyon 2 começaram dia 4 de fevereiro, duas semanas após o Instituto de Estudos Politicos (IEP). Sem saber de nada, cheguei aqui em 24 de fevereiro e perdi umas aulas do IEP...

O Instituto é agregado à Universidade (chama-se “IEP de Lyon 2”) mas as instituições resguardam diferenças. Por exemplo: para entrar no IEP necessita-se da aprovação num exame similar ao vestibular brasileiro; pra Universidade necessita-se apenas concluir o “Lycée” – nível secundario– e obter o titulo “Bac” – de “Baccalauréat”, espécie de diploma.

IEP assemelha-se ao que chamam na França de “grande école”. “Isso sim te bota no mercado”, me alertaram algumas pessoas na Lyon 2. Alem do processo seletivo mais rigoroso, essas escolas recebem a maior parte dos investimentos governamentais, resultando num ambiente mais bem provido de recursos técnicos e humanos, explicaram os colegas franceses.

As Grandes écoles mais famosas são a Polytechnique (de engenharia), as de arquitetura, economia e jornalismo. O pessoal da Poli, diferente de nos da ECA, ganha ótimas bolsas pra estudar na Polytechnique.

Como eu podia escolher o curso que quisesse pra seguir aqui, assisti um monte de aula e fiquei com 9 cursos... depois de uma semana achei que seria meio pesado e resolvi cortar.

Primeiro, mandei pro saco os “CM” (“cours magistraux”) da Lyon 2 porque achei a dinamica muito quadrada: o professor chega na sala com 300 alunos e dita um texto de 20 paginas ou mais durante três horas. Não da.

O pior era ver um monte de menininha e molequinho engravatado se fudendo pra anotar tudo no lap top ou no caderno mesmo. “Porque ele não manda por e-mail”, pensei, com minha mentalidade arcaica. Detalhe: não tem bibliografia, o conteúdo é o que o professor diz na sala.

Beleza, pode falar que eu to culpando os outros pelo fato de meu Frances não ser bom suficiente pra guentar um ditado sobre a historia da constituição francesa, sobre os problemas da mundializaçao ou sobre a formação dos partidos políticos europeus. Bah... tudo pro saco.

Proximo passo: tirar as aulas da madrugada, era obvio que eu chegaria atrasado sempre. Nada de classe às 8h. Foram-se os meus “TD” (travail dirigé). Disso me arrependi profundamente. Esse tipo de aula reúne grupos pequenos de alunos pra discutir temas específicos (no caso, cinema europeu) e apresentar seminários. Paciencia...

Restaram-me os cursos do IEP (conferencias pra grandes auditórios, mas com muita leitura), o curso de Frances e uma disciplina pratica de redação jornalística. Essa ultima terminou ontem, segunda-feira.

Meu único trabalho foi fazer um perfil do Davide, um camarada italiano... “O resto da sala tem estagio obrigatório”, justificou a professora, então eu e o Paulinho estamos dispensados. So um pouco diferente da nossa primeira impressão do curso: “#{ù%%@, vamos escrever uma matéria por semana, em Frances!!!”.

#@^é&, de novo. Porque a professora não disse nada antes de nos autorizar a fazer o curso???

As aulas do IEP tem exame final no dia 16 (“investigação jornalística perante os poderes”) e 30 de abril (“mundializacao e conflitos no mundo árabe”). De 20 a 27 é semana de férias – já teve uma de 17 a 24 de fevereiro. Ou seja, depois de 30 de abril fico so com o curso de Frances e, praticamente, entro em férias ate setembro, quando começa o primeiro semestre letivo na França.

O que fazer???

Nota: Os palavroes deste texto foram censurados pela minha mae, sra. Tania Brandt, no dispor de suas funçoes.

sábado, 15 de março de 2008

Castelo medieval na França é casa de fim-de-semana...

Hoje viajei à Macom, pequena cidade localizada na região de Borgonha, ao norte de Lyon. O trem custou 5,50 euros com a carta 12-25 e partiu da estação Perrache (de ônibus, 5 minutos da minha casa) às 8h23. Cerca de uma hora depois cheguei ao destino.

Alexis, Daniel, Emilie-Anne, Louise, Jo, Bruno, Ana Paula, Paulinho e Daniel foram os companheiros nessa pequena aventura. Mochilas nas costas, disposição pra caminhar, facas e canivetes em punho: faltava abrir vinhos e cortar queijos pro pique-nique, ótimo.

Macom é conhecida – se for conhecida – por um bom-bom chamado “betises de Macom”, algo como “besteiras de Macom” – como sempre, a tradução literal não presta. Passamos por muitas chocolaterias no rápido passeio pelo centro da cidade: no oficio de turismo, soubemos de um ônibus que nos levaria a uma montanha. “Ça va!” (beleza!) dissemos. Como o ônibus partiria às onze e pouco tivemos uma hora pra fazer nosso lanchinho num gramado à beira do Senna.

Descendo do ônibus, avistamos um castelo. “Construção do século X – XIV” dizia a placa em frente. Passamos o primeiro arco da entrada e um enorme cachorro, muito semelhante a um búfalo, nos recepcionou. Em seguida, um homem sai e explica que a propriedade é privada.

Merda! Como alguém compra um castelo pra morar? “Pode ser casa de fim de semana...”

Vai à merda.

Seguimos a trilha de asfalto que subia a montanha. Nem quinze minutos e ela virou de terra. Algum tempo depois, apenas as folhas do fim de inverno forravam nosso caminho. Conversa vai, conversa vem, a garrafa de vinho rose (contribuição minha pra festinha) se esvaziava. A paisagem de inspirado clima temperado ao fundo combinava com o castelo e as construções de época que o cercavam: pequenas casinhas camponesas provavelmente centenárias, outras casas humildes talvez construídas recentemente, um pequeno terreno (uns 2000m²) que serve de cemitério e abriga a memória de falecidos no inicio e meados do século XX.

As palavras em português ressoavam nas gargalhadas da galera brasuca. Musica familiar somente interrompida quando tomava a cena nosso evidente sotaque nas palavras francesas. Contraste com o Frances quebecois de Daniel, Alexis e Emilie. Às vezes o inglês das australianas Louise e Jo tomava vez e a parte anglofonica dos canadenses falava mais alto.

Português, inglês, Francês...

De volta à residência, cansados, sem vontade de cozinhar, sugeri pedir pizza. “Melhor”, logo emendei, “vamos pedir à Davide pra cozinhar pra gente”.

- Davide! J’ai faim!!! (Davide, to com fome!!!), gritei da rua em direção à janela do quarto do italiano no quarto andar do prédio K, logo em frente do meu prédio, o L. O rosto de Stefania, outra italiana, me saudou pela janela. Logo em seguida vem Giuliana. Davide de pronto bota a cara pra fora e grita para todos nos que o jantar esta quase pronto...

Fantastico!

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Nota 1: Atualizaçao desse blog todas as terças feiras agora, mal ae pelo longo período sem escrever. O fato é que sou desorganizado mesmo. A partir da semana que vem, edições bilíngües em respeito ao pessoal daqui.

Nota 2: A forma mais fácil de postar fotos na internet é o Face Book, por isso fiz um pra mim. Pra acessar meu perfil e meus álbuns cliquem: http://www.facebook.com/profile.php?id=1100425464

Nota 3: As vezes os franceses são bem difíceis e filhos da puta. Dez dias depois de comprar o computador, o botão central do touchpad parou de funcionar. Em seguida, parou de aparecer no monitor a indicação de volume quando aumento ou abaixo o som. Ao escrever esse texto, reparei que a tecla do símbolo do euro e a do dollar também pararam de funcionar. A loja e a assistência técnica me enganaram ao dizer que pra trocar o produto eu tinha que telefonar pra Acer que enviaria alguém aqui em casa pra trocar o computador. To puto, me sinto um imbecil.

Nota 4: Mal ae por não responder sempre o Msn ou demorar com os e-mails, as vezes deixo o PC ligado e saio, vou tomar banho ou etc. To muito feliz por falar com minha família regularmente e com a galera na medida do possível.

Beijao pra todo mundo!!!