Restam-me três ou quatro semanas de aula. Melhor, quatro ou cinco, porque nesse meio tempo haverá uma semana de férias em Abril. “#%%µ@`&èç!!!”, digo eu, “gastei um *!%¨¤£ de dinheiro pra vir aqui e isso que se passa!!!”.
As aulas na Universidade Lyon 2 começaram dia 4 de fevereiro, duas semanas após o Instituto de Estudos Politicos (IEP). Sem saber de nada, cheguei aqui em 24 de fevereiro e perdi umas aulas do IEP...
O Instituto é agregado à Universidade (chama-se “IEP de Lyon 2”) mas as instituições resguardam diferenças. Por exemplo: para entrar no IEP necessita-se da aprovação num exame similar ao vestibular brasileiro; pra Universidade necessita-se apenas concluir o “Lycée” – nível secundario– e obter o titulo “Bac” – de “Baccalauréat”, espécie de diploma.
IEP assemelha-se ao que chamam na França de “grande école”. “Isso sim te bota no mercado”, me alertaram algumas pessoas na Lyon 2. Alem do processo seletivo mais rigoroso, essas escolas recebem a maior parte dos investimentos governamentais, resultando num ambiente mais bem provido de recursos técnicos e humanos, explicaram os colegas franceses.
As Grandes écoles mais famosas são a Polytechnique (de engenharia), as de arquitetura, economia e jornalismo. O pessoal da Poli, diferente de nos da ECA, ganha ótimas bolsas pra estudar na Polytechnique.
Como eu podia escolher o curso que quisesse pra seguir aqui, assisti um monte de aula e fiquei com 9 cursos... depois de uma semana achei que seria meio pesado e resolvi cortar.
Primeiro, mandei pro saco os “CM” (“cours magistraux”) da Lyon 2 porque achei a dinamica muito quadrada: o professor chega na sala com 300 alunos e dita um texto de 20 paginas ou mais durante três horas. Não da.
O pior era ver um monte de menininha e molequinho engravatado se fudendo pra anotar tudo no lap top ou no caderno mesmo. “Porque ele não manda por e-mail”, pensei, com minha mentalidade arcaica. Detalhe: não tem bibliografia, o conteúdo é o que o professor diz na sala.
Beleza, pode falar que eu to culpando os outros pelo fato de meu Frances não ser bom suficiente pra guentar um ditado sobre a historia da constituição francesa, sobre os problemas da mundializaçao ou sobre a formação dos partidos políticos europeus. Bah... tudo pro saco.
Proximo passo: tirar as aulas da madrugada, era obvio que eu chegaria atrasado sempre. Nada de classe às 8h. Foram-se os meus “TD” (travail dirigé). Disso me arrependi profundamente. Esse tipo de aula reúne grupos pequenos de alunos pra discutir temas específicos (no caso, cinema europeu) e apresentar seminários. Paciencia...
Restaram-me os cursos do IEP (conferencias pra grandes auditórios, mas com muita leitura), o curso de Frances e uma disciplina pratica de redação jornalística. Essa ultima terminou ontem, segunda-feira.
Meu único trabalho foi fazer um perfil do Davide, um camarada italiano... “O resto da sala tem estagio obrigatório”, justificou a professora, então eu e o Paulinho estamos dispensados. So um pouco diferente da nossa primeira impressão do curso: “#{ù%%@, vamos escrever uma matéria por semana, em Frances!!!”.
#@^é&, de novo. Porque a professora não disse nada antes de nos autorizar a fazer o curso???
As aulas do IEP tem exame final no dia 16 (“investigação jornalística perante os poderes”) e 30 de abril (“mundializacao e conflitos no mundo árabe”). De 20 a 27 é semana de férias – já teve uma de 17 a 24 de fevereiro. Ou seja, depois de 30 de abril fico so com o curso de Frances e, praticamente, entro em férias ate setembro, quando começa o primeiro semestre letivo na França.
O que fazer???
Nota: Os palavroes deste texto foram censurados pela minha mae, sra. Tania Brandt, no dispor de suas funçoes.

2 comentários:
volta pro brasil, amiguinho!!! hehehe
legal q apareceram umas fotos no post abaixo, eu ja tava te xingando pq pelo q eu entendi tenho q me cadastrar pra ver as SUAS fotos nessa porcaria de facebook. é isso?
bjos!
po... é um breve cadastro!
o face book carrega as fotos muito rapidamente, por isso as coloco la...
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