Hoje viajei à Macom, pequena cidade localizada na região de Borgonha, ao norte de Lyon. O trem custou 5,50 euros com a carta 12-25 e partiu da estação Perrache (de ônibus, 5 minutos da minha casa) às 8h23. Cerca de uma hora depois cheguei ao destino.
Alexis, Daniel, Emilie-Anne, Louise, Jo, Bruno, Ana Paula, Paulinho e Daniel foram os companheiros nessa pequena aventura. Mochilas nas costas, disposição pra caminhar, facas e canivetes em punho: faltava abrir vinhos e cortar queijos pro pique-nique, ótimo.
Macom é conhecida – se for conhecida – por um bom-bom chamado “betises de Macom”, algo como “besteiras de Macom” – como sempre, a tradução literal não presta. Passamos por muitas chocolaterias no rápido passeio pelo centro da cidade: no oficio de turismo, soubemos de um ônibus que nos levaria a uma montanha. “Ça va!” (beleza!) dissemos. Como o ônibus partiria às onze e pouco tivemos uma hora pra fazer nosso lanchinho num gramado à beira do Senna.
Descendo do ônibus, avistamos um castelo. “Construção do século X – XIV” dizia a placa em frente. Passamos o primeiro arco da entrada e um enorme cachorro, muito semelhante a um búfalo, nos recepcionou. Em seguida, um homem sai e explica que a propriedade é privada.
Merda! Como alguém compra um castelo pra morar? “Pode ser casa de fim de semana...”
Vai à merda.
Seguimos a trilha de asfalto que subia a montanha. Nem quinze minutos e ela virou de terra. Algum tempo depois, apenas as folhas do fim de inverno forravam nosso caminho. Conversa vai, conversa vem, a garrafa de vinho rose (contribuição minha pra festinha) se esvaziava. A paisagem de inspirado clima temperado ao fundo combinava com o castelo e as construções de época que o cercavam: pequenas casinhas camponesas provavelmente centenárias, outras casas humildes talvez construídas recentemente, um pequeno terreno (uns 2000m²) que serve de cemitério e abriga a memória de falecidos no inicio e meados do século XX.
As palavras em português ressoavam nas gargalhadas da galera brasuca. Musica familiar somente interrompida quando tomava a cena nosso evidente sotaque nas palavras francesas. Contraste com o Frances quebecois de Daniel, Alexis e Emilie. Às vezes o inglês das australianas Louise e Jo tomava vez e a parte anglofonica dos canadenses falava mais alto.
Português, inglês, Francês...
- Davide! J’ai faim!!! (Davide, to com fome!!!), gritei da rua em direção à janela do quarto do italiano no quarto andar do prédio K, logo em frente do meu prédio, o L. O rosto de Stefania, outra italiana, me saudou pela janela. Logo em seguida vem Giuliana. Davide de pronto bota a cara pra fora e grita para todos nos que o jantar esta quase pronto...
Fantastico!
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Nota 1: Atualizaçao desse blog todas as terças feiras agora, mal ae pelo longo período sem escrever. O fato é que sou desorganizado mesmo. A partir da semana que vem, edições bilíngües em respeito ao pessoal daqui.
Nota 2: A forma mais fácil de postar fotos na internet é o Face Book, por isso fiz um pra mim. Pra acessar meu perfil e meus álbuns cliquem: http://www.facebook.com/profile.php?id=1100425464
Nota 3: As vezes os franceses são bem difíceis e filhos da puta. Dez dias depois de comprar o computador, o botão central do touchpad parou de funcionar. Em seguida, parou de aparecer no monitor a indicação de volume quando aumento ou abaixo o som. Ao escrever esse texto, reparei que a tecla do símbolo do euro e a do dollar também pararam de funcionar. A loja e a assistência técnica me enganaram ao dizer que pra trocar o produto eu tinha que telefonar pra Acer que enviaria alguém aqui em casa pra trocar o computador. To puto, me sinto um imbecil.
Nota 4: Mal ae por não responder sempre o Msn ou demorar com os e-mails, as vezes deixo o PC ligado e saio, vou tomar banho ou etc. To muito feliz por falar com minha família regularmente e com a galera na medida do possível.
Beijao pra todo mundo!!!

1 comentários:
tudo bem, tudo bem, todo mundo caga.
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